Quem sou eu afinal ?!
O que faço aqui ?!
Acorrentada no meu próprio ser,
Vejo a luz tão próxima mas não me consigo libertar...
Mexo, remexo... Mas sufoco ainda mais a cada movimento
Esta desilusão teima em me guardar aqui
Teima, em me manter assim !
Consome-me sem piedade, baralha-me sem qualquer honestidade
Consome-me sem piedade, baralha-me sem qualquer honestidade
Faz-me perder a essência que, outrora, estava tão vinculada
Tão presente em mim...
O que era simples, transforma-se numa enorme complexidade
O que afirmaria ser adquirido, é agora esquecido
O que era eu.. agora.. bem, agora é apenas um alguém !
Dou por mim acordada mas sem sentidos,
Recebo fracamente sons pelo exterior emitidos...
Olhar distante, vazio !
Sons esses na tentativa de me despertar, contudo
A minha presença é agora meramente física,
Estou aqui, sim. Acordada.. mas do mundo desligada.
Quero voltar mas algo me prende
Quero permanecer, mas não me deixa este estado inconsciente !

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