Quero Gomas, Ideia aparvalhada mas...
Quero uma pitada de doçura na vida
Ver formas e cores
Diferentes cheiros e sabores
Quero fechar os olhos e saborear
Imaginar que vai ser bom após a cortina fechar...
Retroceder à pequenez de espírito
Restringir-me a mim e ao resto que não existe
Um mundo exterior ao qual o meu corpo (infelizmente não) resiste !
Quero ser feliz ao jeito infantil
Não recordar nada que me possa ferir e...
Ignorar a leitura forçada da magoa pesada
Voltar a sentir o vento no rosto sem trazer saudade
Correr descalça na relva sem o medo da responsabilidade
Quero as formas e as cores,
Sentir os relevos sem pudores
Não me levar por ideias fundamentalistas
Ser natural e ignorar aqueles sons abafadores
Quero desvalorizar as palavras cortantes
Controlar os choros sufocantes
Pedidos, desejos, quereres...
Ainda sou como uma criança inconsolável
Um querer conseguir guardar sem magoar
Desejo insistente de por momentos tudo apagar !
domingo, 27 de maio de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
Ternura Silenciada
Porquê definir apenas sentimentos de humano para com humano ?
Porquê limitarmos pensamentos e restringirmos envolvimentos com algo além de nós ou menos parecido connosco ?
Chamamos animais a pessoas cruéis, então e eles ? Os próprios animais..
Nós, humanos, matamos porque sim, porque não... e eles?
Matam, claro que matam, afinal são educados por nós, por quem não tem a educação correcta...
Hoje, agradeço por ter um verdadeiro animal, que fez mais do que qualquer humano.
Porquê limitarmos pensamentos e restringirmos envolvimentos com algo além de nós ou menos parecido connosco ?
Chamamos animais a pessoas cruéis, então e eles ? Os próprios animais..
Nós, humanos, matamos porque sim, porque não... e eles?
Matam, claro que matam, afinal são educados por nós, por quem não tem a educação correcta...
Hoje, agradeço por ter um verdadeiro animal, que fez mais do que qualquer humano.
Aquém aos erros humanos, ele está ali e recebe-me sempre da mesma maneira.. Há quem goste sempre da minha presença.. um "Sempre" verídico !
Ouve-me, mesmo sem perceber...
Olha-me nos olhos como quem diz compreender
Senta no meu colo imaginando que me consegue proteger.
Arma-se em ciumento quando algo se aproxima
Se estou em baixo, força-me a olhar para cima...
Beija-me, limpa-me o rosto da tristeza notavelmente presente
Brinca e mostra-me alegria, pulando contente.
Lembra-me que sou pessoa
Quando lhe pareço ter esquecido de viver
Coloca a cabeça debaixo do meu braço,
Dizendo que preciso de me mexer.
E quando me abraças, sim, um abraço
Aqueles com os quais me atiras ao chão
Me beijas e me acarinhas...
Apenas posso sorrir, é impossível dizer que não.
É o tal peluche, mas um pouco mais vivo... e ainda bem !
sexta-feira, 4 de maio de 2012
"Desinibidade" Físico-Mental
Conheço de cor o sobressair das tuas veias, a tua pulsação
O bater do teu coração quando é o entusiasmo que te rouba a atenção
Que te comanda, na leve demanda... da loucura da paixão.
Conheço mesmo sem tocar,
Desse teu corpo o delinquente tornear,
Que me cativa, me atormenta
Cedendo a ele e ao que ele representa
Sei de olhos fechados a pequena localização
Desses sinais comuns de motivação
Que me acompanham ao deitar no teu peito
Pequena provocação, grande deleito !
Aprendi a minimizar a resposta corporal
Quando te expões sem pudor
Aliciando-me com o suor quando é em mim que tocas
Confrontando-me com prazer, assim com ele me sufocas
E é quando apareces com ternura
Apenas com uma toalha caída pela aclamativa cintura
Libertando a tal fragrância corporal
Que me transportas de longe para um outro local...
E mais uma vez, Cativas-me!
Não pelo corpo nu,
Mas pela maneira que me pões "nua", me despes de preconceito
No amor que com lápis de cor desenho, Perfeito !
E quando te tenho...
A vergonha que dá lugar à confiança,
O amor, que com a lua guarda a esperança, de não encontrar um final
De, poder contar... Pelo menos, até ao Infinito !
terça-feira, 1 de maio de 2012
Abandono Sentimental
Mais um dia a escrever sobre o mesmo,
A pensar sobre o mesmo,
A evitar que aconteça o mesmo.. talvez até em duplicado...
Por um lado, tenho o hoje em que ouvi o nome dele tantas vezes,
Em que cada fotografia era como se o revivesse...
Uma casa, uma "bagunça", um monte de "lixo" de onde se fazem piadas para evitar que o pensamento tome conta de nós mais do que a nossa alma...Desvio o olhar, mas a ideia fica lá.. como que presa por laços que já deixaram de ser visíveis.
Não! Não pode estar a acontecer outra vez!
A visão nublada aparece, as pernas começam a tremer.. Chega a denuncia deste meu frágil ser,
"Como eu gostava de agora o conhecer"
... e o único sorriso que sai é de uma satisfação ineficaz com uma angustia à qual nunca me irei habituar...
"Como conseguem dizer o nome dele tão fluentemente se eu apenas com um mera lembrança despreocupada recordei a infância e lágrimas fiz correr?"
Eu vi, vi aquelas gotas sem censura nem vergonha a serem limpas por um pedaço de tecido colorido colocado por detrás daquelas lentes que nada escondiam... e são essas sem cautela as que mais me custam,
Não as minhas.. mas as dela !
E não vai deixar de ser assim, mas porque não ?
É ela, é ele, és tu...
Sou eu, pequena, com o pensamento em três e sem saber qual é o mais afectivo...
A escolha para um último acontecimento na vida de alguém, a ideia de que possa já ter morrido eu dentro de ti e já não me lembres nem num ínfimo pedaço da tua memória ou, a mais recente briga que me desfaz por dentro ?!
Não aguento tanta coisa.. ou será que sim ?
Há quem diga que somos mais fortes do que aquilo que julgamos,
Mas o corpo já começa a dar de si, segue a mente e vai para longe.. abandonando-me assim.
E o apoio que hoje precisava, está virado contra mim!
Também por minha culpa,
Em que apenas ajuda,
Aquele numero para o qual desde ontem já ligo com voz tremula mas que calmamente e por instantes me acarinha como um colo maternal, mesmo sem saber, ou talvez pouco intencional.
Parece tudo escrito numa folha de papel que outrora foi embrulhada e mandada a voar,
Metáfora expressionista que mesmo sem pontas, sem cuidado pode cortar..
E cortou !
Digo que não com vontade de dizer que sim,
Faço em nome do desespero...
Um pouco desnorteada entre a razão e o medo
Sinto então o meu corpo num sentimental degredo
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