Mais um dia a escrever sobre o mesmo,
A pensar sobre o mesmo,
A evitar que aconteça o mesmo.. talvez até em duplicado...
Por um lado, tenho o hoje em que ouvi o nome dele tantas vezes,
Em que cada fotografia era como se o revivesse...
Uma casa, uma "bagunça", um monte de "lixo" de onde se fazem piadas para evitar que o pensamento tome conta de nós mais do que a nossa alma...Desvio o olhar, mas a ideia fica lá.. como que presa por laços que já deixaram de ser visíveis.
Não! Não pode estar a acontecer outra vez!
A visão nublada aparece, as pernas começam a tremer.. Chega a denuncia deste meu frágil ser,
"Como eu gostava de agora o conhecer"
... e o único sorriso que sai é de uma satisfação ineficaz com uma angustia à qual nunca me irei habituar...
"Como conseguem dizer o nome dele tão fluentemente se eu apenas com um mera lembrança despreocupada recordei a infância e lágrimas fiz correr?"
Eu vi, vi aquelas gotas sem censura nem vergonha a serem limpas por um pedaço de tecido colorido colocado por detrás daquelas lentes que nada escondiam... e são essas sem cautela as que mais me custam,
Não as minhas.. mas as dela !
E não vai deixar de ser assim, mas porque não ?
É ela, é ele, és tu...
Sou eu, pequena, com o pensamento em três e sem saber qual é o mais afectivo...
A escolha para um último acontecimento na vida de alguém, a ideia de que possa já ter morrido eu dentro de ti e já não me lembres nem num ínfimo pedaço da tua memória ou, a mais recente briga que me desfaz por dentro ?!
Não aguento tanta coisa.. ou será que sim ?
Há quem diga que somos mais fortes do que aquilo que julgamos,
Mas o corpo já começa a dar de si, segue a mente e vai para longe.. abandonando-me assim.
E o apoio que hoje precisava, está virado contra mim!
Também por minha culpa,
Em que apenas ajuda,
Aquele numero para o qual desde ontem já ligo com voz tremula mas que calmamente e por instantes me acarinha como um colo maternal, mesmo sem saber, ou talvez pouco intencional.
Parece tudo escrito numa folha de papel que outrora foi embrulhada e mandada a voar,
Metáfora expressionista que mesmo sem pontas, sem cuidado pode cortar..
E cortou !
Digo que não com vontade de dizer que sim,
Faço em nome do desespero...
Um pouco desnorteada entre a razão e o medo
Sinto então o meu corpo num sentimental degredo
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