domingo, 27 de maio de 2012

Doce Irresponsabilidade

Quero Gomas, Ideia aparvalhada mas...
Quero uma pitada de doçura na vida
Ver formas e cores
Diferentes cheiros e sabores

Quero fechar os olhos e saborear
Imaginar que vai ser bom após a cortina fechar...

Retroceder à pequenez de espírito
Restringir-me a mim e ao resto que não existe
Um mundo exterior ao qual o meu corpo (infelizmente não) resiste !

Quero ser feliz ao jeito infantil
Não recordar nada que me possa ferir e...
Ignorar a leitura forçada da magoa pesada

Voltar a sentir o vento no rosto sem trazer saudade
Correr descalça na relva sem o medo da responsabilidade

Quero as formas e as cores,
Sentir os relevos sem pudores
Não me levar por ideias fundamentalistas
Ser natural e ignorar aqueles sons abafadores

Quero desvalorizar as palavras cortantes
Controlar os choros sufocantes

Pedidos, desejos, quereres...
Ainda sou como uma criança inconsolável
Um querer conseguir guardar sem magoar
Desejo insistente de por momentos tudo apagar !

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